Hey! 👋
Tem novidade no site da Codecon: a Pauta, um espaço pra compartilhar links, tirar dúvidas e trocar ideia com a comunidade.
Tem até aba de vagas e uma sala só pra quem é PRO. Bora testar?
Gabriel Nunes (@nunesgabriel)
O site que dobrou de usuários porque funcionava sem JavaScript
A gente se acostumou a tratar todo projeto web como se fosse um app. Loading, estado global, bundle, componentes pra tudo. Mesmo quando o que o usuário precisa é só preencher um formulário.
O autor conta a história de uma empresa de serviço público com monopólio regulado, que pode levar multas milionárias se a satisfação dos clientes cair abaixo da meta. O problema era justamente um formulário de solicitação de serviço. Duas tentativas anteriores tinham dado errado. A última, feita em React, ficou três dias no ar antes de ser retirada depois de uma onda de reclamações: spinner por todo lado, problemas de acessibilidade e imagens de upload armazenadas no localStorage, com seu limite de 5 MB.
A terceira tentativa foi na direção oposta. Feita com Astro e HTML primeiro, cada etapa do formulário virou uma página. O usuário avança, o backend salva os dados e a próxima etapa é carregada. JavaScript ficou reservado pra melhorar a experiência, como um web component de menos de 1 KB que aproveita a validação nativa do navegador. Se o JavaScript não carregar, o formulário continua funcionando. Se alguma coisa passar pelo navegador, o backend valida de novo.
Depois do lançamento, o número de pessoas que completavam o formulário dobrou. E isso criou outro problema: o time de analytics não conseguia explicar de onde tinham aparecido tantos usuários. A ferramenta de analytics também dependia de JavaScript, então não registrava quem abandonava o formulário quando o próprio site quebrava.
Como cada etapa era salva no backend, algumas pessoas também conseguiam continuar o preenchimento semanas depois. Uma delas terminou o formulário um mês depois de começar.
O cenário que o autor tinha em mente era o de alguém num loteamento sem sinal, usando um Android velho comprado no supermercado. Quando o projeto foi passado pra outra pessoa, ela reclamou que fazer o site funcionar sem JavaScript dava mais trabalho.
Dava mesmo. Mas esse trabalho estava aparecendo no código, não nos dashboards.
“É uma grande satisfação fazer parte do time Asaas. Sinto que aqui temos genuinamente uma cultura de aprendizado contínuo, abertura para tirar dúvidas e até mesmo para errar, permitindo que eu me sinta seguro, realizado e motivado.
Tenho liberdade para ser quem eu sou, propor ideias e mergulhar fundo no design de soluções, algo que é muito importante para a minha realização profissional. A autonomia, a colaboração e a liberdade criativa também são pilares importantes da cultura da empresa, o que ressoa muito com meus valores e princípios!”
Gustavo Mendonça Ferratti - Engenheiro de Machine Learning
Se você se identifica com essa forma de trabalhar, sua próxima oportunidade pode estar aqui. Confira as oportunidades abertas!
🛠️ O Claude Code que quase ninguém usa
Um guia pra quem já usa Claude Code todo dia e quer sair do “digita e espera”. Passa por CLAUDE.md, skills, subagentes, o comando /goal e várias sessões rodando em paralelo em worktrees diferentes. Uma das sugestões é pedir pra o próprio Claude atualizar o CLAUDE.md sempre que cometer um erro, criando um registro das coisas que não devem se repetir.
🧭 PM com agente: pra descobrir, não pra entregar
Os agentes deixaram o código barato, todo mundo correu pra shippar e quase ninguém parou pra perguntar o que vale a pena construir. O autor parte daquele ticket de duas linhas no Jira e de todo o contexto que vai se perdendo entre negócio, PM e dev. Pra ele, usar agentes pra prototipar e testar uma ideia com usuários faz sentido. Transformar o PM em mais uma pessoa produzindo feature em produção, não tanto.
🧑💻 Vibe coder ou engenheiro?
Gerar um app em minutos impressiona na demo, mas alguém ainda vai precisar revisar, testar, preparar rollback e atender o alerta de madrugada. O autor sugere olhar pra o tempo até um merge seguro, e não só pra o tempo até a primeira versão funcionando. Vibe coding pode fazer bastante sentido na descoberta, mas a conversa muda quando aquele código precisa sobreviver em produção.
📨 “Não li, mas tá aí”
Um colega pediu pra IA criticar o design do autor e mandou o resultado com o aviso de que nem tinha lido. A situação vira ponto de partida pra uma discussão sobre esforço e atenção no trabalho. Se você vai pedir que alguém gaste tempo com algo, vale mostrar que também colocou algum esforço ali: revisar o resultado da IA, adicionar contexto, comentar o que importa. A regra vale pra código, design e praticamente qualquer coisa que passe por review.
Eventos
A maioria dos eventos de tech é pensada pra quem está começando. A Select Experience é pra dev sênior, staff, tech lead. É dia 14 de novembro, em São Paulo, com só 300 vagas e sem palco: fishbowls, mentorias e workshops onde quem está na sala contribui tanto quanto quem está na frente. O lote atual vai até 30/09, depois o preço sobe.
YouTube
Colocamos o Gabriel, que é ex-dev e apresentador do canal, pra programar contra 3 júniors. É o dia da vingança!
🎬 Dev aposentado voltou a programar sem IA
Meetups
Mês de setembro cheio de eventos no site, vem ver:
Podcast
A IA está acelerando o desenvolvimento de software, mas também trazendo novos desafios pra segurança. Neste episódio, falamos sobre os riscos que surgem com o uso de IA no código e sobre notícias assustadoras que vem surgindo!







