#206 - O mal do século
Ser dev pode ser solitário, às vezes
Hey! 👋
Devs sênior+ que estão procurando um evento com trocas reais trazidas por outros devs que já trilharam o caminho que você quer chegar. A Select Experience é pra você, são trilhas que fogem daquele formato padrão de palestras, a ideia aqui é ser mão na massa e construir junto.
A programação já está no ar, vem conferir:
Gabriel Nunes (@nunesgabriel)
O mal do século
Existe uma certa solidão em trabalhar com código que ninguém fala. Nas redes sociais, no LinkedIn, nos reels, o que os devs mostram é aquele projeto terminado, o bug em produção resolvido, o glamour do home office, poder trabalhar do sofá da sala enquanto toma seu café. Mas o lado que ninguém mostra é o quanto esse trabalho pode ser solitário. Você concluiu aquela task que estava consumindo seus nervos por dias e não tem ninguém pra contar. Você se sente o Chandler de Friends tentando explicar pra família o que é seu trabalho. Não existe aquele ombro amigo pra te ajudar quando um bug está difícil demais de resolver.
E esse sentimento vem ainda mais à tona quando o trabalho é remoto. Por mais que tenha as vantagens, acabou aquele cafezinho na copa durante o intervalo com o pessoal, não tem mais conversa jogada fora durante o almoço, sem falar necessariamente de trabalho. Aquele colega que passava do lado e percebia que você estava travado em alguma coisa. Não é à toa que grande parte dos devs que trabalha remoto relata se sentir sozinho, número maior do que entre aqueles que vão pro escritório. Slack não é conversa. Daily não é bate-papo. E a ironia é que estamos numa das indústrias mais conectadas que existe. GitHub, Discord, Stack Overflow, thread no Twitter à 1h da manhã. Você puxa uma lib que alguém na Finlândia escreveu há três anos e coloca pra rodar em 30 segundos. Só que toda essa infraestrutura foi feita pro código, não pra quem escreve ele.
O autor não vem com listinha mágica no final, e ainda bem. Ele sugere talvez se esforçar mais e estar perto de pessoas, presença humana faz diferença, nós somos seres naturalmente sociais e negar isso traz problemas a longo prazo (vide pandemia de 2020).
E olha, talvez o mais importante seja parar de achar que isso é falha sua. Não é falta de network, não é você sendo estranho, não é um bug de personalidade. É algo estrutural do trabalho de programador e uma vez que se percebe isso, torna-se mais fácil “consertar”.
Um recado do patrocinador 📣
“Entrei no Asaas como desenvolvedor júnior, com cerca de um ano de carreira. O que encontrei foi um ambiente que me desafiou a crescer de verdade. O forte processo de revisão de código, um dos grandes pilares de engenharia aqui, se tornou uma escola prática diária, onde cada review é uma troca real de insights e boas práticas que eleva o nível de todo o time e garante a qualidade do que vai para produção. Mas o que realmente me faz sentir parte do Asaas vai além do técnico.
A empresa é genuína no cuidado com as pessoas, sempre olhando com atenção para os tripulantes, seja evoluindo continuamente o pacote de benefícios ou com aqueles mimos personalizados que criam uma sensação forte de pertencimento.E esse conjunto todo faz do Asaas um lugar onde dá vontade de crescer junto!”
Igor Augusto Marchi - Senior Software Engineer no Asaas
Quer viver uma experiência como a do Igor? Conheça as oportunidades abertas no Asaas.
🤖 Guia visual do Flue
Todo agente de IA, no fundo, faz a mesma coisa: roda um loop, onde o modelo decide o próximo passo e outra peça, o harness, executa as ferramentas e sabe quando parar. Esse explicador visual mostra como funciona um harness de agente na prática, peça por peça. Ele apresenta o Flue, um framework que expõe só os primitivos necessários pra você montar seu próprio harness sem depender de ferramentas fechadas tipo Claude Code ou reinventar tudo do zero. A sacada central é rodar o mesmo agente em qualquer lugar, webhook, cron, CLI. sem mudar uma linha do código do agente. Curadoria boa pra quem quer entender harness de agente sem só usar um pronto.
🗑️ Não cuspa conteúdo de IA todo tempo na internet
Comunidades online estão sendo enterradas em conteúdo genérico feito por IA, e o autor não aguenta mais. Ele não é anti-IA o ponto é estar cansado de ver conteúdo sem revisão, mal feito e jogado online TODO TEMPO. Projeto vibe-coded sem manutenção, post de blog que qualquer um geraria com o mesmo prompt, “ebook” sobre qualquer assunto criado em 10 minutos, nada disso soma pra ninguém. A régua que ele propõe: construído com IA é diferente de construído só por IA. Pergunte se aquilo contribui de verdade, se você mesmo usaria, se está acrescentando algo pra quem vai ler ou revisar. Presta mais atenção nos conteúdos que vem sendo postado na internet e parem de publicar lixo.
🚧 Como medir valor de verdade
Todo mundo tá adotando ferramentas de IA pra codar, engenheiros escrevem código mais rápido que nunca, mas a empresa como um todo está entregando valor mais rápido? Segundo o relatório DORA mais recente, a IA amplifica: potencializa quem já é bom e escancara a bagunça de quem não é. A autora compara com a onda de microsserviços de uma década atrás, não adianta ter a tecnologia se a organização só consegue lançar código uma vez por semana. Guardrails, pipeline de deploy automatizado, testes, observabilidade: tudo que já ajudava humanos vira ainda mais essencial quando quem também está commitando é um agente de IA. Investiu na fundação? Colhe os resultados agora. Não investiu? A bagunça só fica maior, mais rápido.
🎵 Como seu celular sabe a música que tá tocando?
Você tá num café, toca uma música, você não lembra o nome, aperta um botão e o app te fala em segundos. Só que o Shazam não reconhece melodia nem letra ele faz algo bem mais complexo. O app transforma o áudio num “mapa” com os picos de frequência mais fortes do som, ignorando quase tudo o resto de propósito. Aí ele cruza pares desses picos pra gerar hashes únicos, tipo uma impressão digital da gravação e busca isso num índice gigante, o que faz a busca ser praticamente instantânea mesmo com milhões de músicas no banco. Genial.
🔤 <\/?[\w\s]*>|<.+[\W]>
Já se perguntou como o regex entende de fato aquela sopa de caracteres esquisita e ainda encontra o que você quer? Essa série ensina regex do zero, cobrindo as quatro partes que fazem tudo funcionar: a gramática por trás da linguagem, o parser que transforma o padrão numa árvore, o compilador que vira um autômato finito, e o matcher que efetivamente casa o texto. Não é só teoria, tem implementação completa disponível pra quem quiser seguir junto. Ótimo point pra quem sempre usou regex sem nunca ter entendido o que rola por debaixo dos panos.
Eventos
A programação da Codecon Summit já está no ar e esse ano serão 4 trilhas de conteúdo rolando ao mesmo tempo: Plenária, Sandbox, Dados & IA e Escovando Bits, com palestras, painéis e muito conteúdo técnico pra quem quer aprender com grandes nomes da comunidade. Dia 10 de julho tem virada de lote então corre pra garantir seu ingresso:
Youtube
Já sabe né? Toda News tem dica de vídeo fresquinho no canal da Codecon! Programamos o algoritimo do VAR em menos de 2 horas com 4 sêniors que não manjam nada de futebol sendo ajudados por um júnior.
🔗 4 devs recriam o VAR com APENAS UM teclado
Meetups
Galera esse mês tá bombando os meetups da Codeon, vamos ter 7 encontros em várias cidades do Brasil! Pra não deixar a lista grandona aqui e pra criar um pouquinho de suspense, vou só deixar o link do site com todos eventos publicados! Spoiler: tá legal demais!
🫂 Meetups do mês de julho
Gráfico que mostra se os tokens de IA estão realmente ficando mais baratos
Um gerenciador de pacotes pra instalar skills de agentes de IA
Os 33 conceitos que separam quem só copia e cola de quem entende o que o JavaScript tá fazendo
A noite estrelada do Van Gogh virou um instrumento que você toca com as cores
Uma enciclopédia que não existe até você clicar, e cada verbete é inventado na hora por uma IA







