#200 - Lições de carreira de um programador sênior bêbado
Tudo que você aprendeu em 10 anos de engenharia e nunca fala em voz alta
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Gabriel Nunes (@nunesgabriel)
Lições de carreira de um programador sênior bêbado
Anos atrás, um engenheiro de dados entrou no r/ExperiencedDevs, abriu uma garrafa de vinho e escreveu tudo que aprendeu em 10 anos de carreira. A conta foi deletada, mas o post sobreviveu, e o que ele escreveu traz o tipo de honestidade que só aparece quando o filtro do RH sai de cena.
Não é um artigo de blog polido. Não tem framework de produtividade, nem lista de hábitos de pessoas altamente eficazes. É um cara bêbado dizendo que o melhor código é nenhum código, que TDD é uma seita, que documentação é a habilidade mais subestimada da engenharia, e que ser sênior é saber quando quebrar as boas práticas não só quando seguir.
Tem coisas que qualquer dev experiente vai ler e pensar “eu nunca falei isso em voz alta, mas é exatamente isso”. Que stack de tecnologia no fundo não importa tanto, porque existem uns 15 padrões fundamentais que se repetem em qualquer campo. Que gestor bom e engenheiro bom compartilham mais qualidades do que a maioria imagina. Que se você acordou às 2h da manhã pelo on-call mais de uma vez por trimestre, tem algo seriamente errado e você precisa ou consertar ou sair. Que aprender uma linguagem é fácil, o difícil é o ecossistema.
E tem coisas que só aparecem quando a pessoa não tá mais pensando no assunto. Que o maior orgulho da carreira não foi a plataforma usada por múltiplos times, mas o script pequeno que só ele mesmo usava. Que trabalhar com engenheiros brilhantes o tornou um programador melhor, mas trabalhar com colegas não-técnicos inteligentes o tornou um engenheiro melhor. Que o maior ato de liderança que já presenciou foi quando seu chefe assumiu a culpa por um erro que era 100% dele.
O curioso é que nenhuma dessas lições parece revolucionária quando lida isoladamente. Mas juntas elas formam algo muito mais valioso: a diferença entre aprender programação e aprender a ser engenheiro.
Um recado do patrocinador 📣
Nem toda decisão técnica é só técnica
Escolher uma tecnologia, definir uma arquitetura ou priorizar uma solução nunca é só uma decisão técnica.
Toda escolha carrega impacto em prazo, manutenção, escalabilidade e, principalmente, no negócio. É por isso que, ao longo da carreira, cresce também a responsabilidade sobre essas decisões.
Quem atua como Tech Lead precisa lidar constantemente com trade-offs. Nem sempre a melhor solução é a mais sofisticada, muitas vezes, é a mais simples que resolve o problema certo no tempo certo.
Esse olhar mais amplo faz diferença no dia a dia. Conectar código ao contexto evita retrabalho, reduz complexidade desnecessária e melhora a qualidade das entregas.
No Asaas, decisões técnicas são tomadas com esse equilíbrio em mente. Simplicidade, clareza e impacto real no produto fazem parte dos critérios que guiam a Engenharia.
Se esse é o tipo de desafio que você busca, vale dar uma olhada nas oportunidades abertas.
☁️ Eu não gosto da nuvem. Então resolvi construir uma
O co-fundador do Tailscale largou uma empresa de sucesso e começou outra do zero pra resolver o que ele chama de problema fundamental: a nuvem atual tem o formato errado. VMs amarradas a CPU/memória, disco remoto que deveria ter morrido na era dos HDDs, egress absurdo, APIs dolorosas e Kubernetes existindo só pra enfeitar o problema. A justificativa pra construir o exe.dev é simples e honesta: ele gosta de computadores, mas não gosta do que a nuvem virou.
🌀 A arte de se sabotar pensando demais
Um projeto simples bem feito num final de semana bate de longe um sistema sofisticado que nunca sai do papel. Kevin Lynagh descreve o ciclo clássico de autossabotagem: você tem uma ideia, vai pesquisar “referências”, descobre que o problema é enorme, e nunca começa. A solução não é ignorar o contexto é ter clareza sobre o critério de sucesso antes de abrir o navegador.
💔 Eu amava programar. Agora eu só faço prompt.
Um desabafo honesto sobre o que a IA fez com a alegria de programar. Não é um artigo de produtividade. É sobre alguém que um dia ficou 20 minutos olhando pra tela em branco, abriu o Cursor, recebeu o código em 7 minutos, copiou, colou, funcionou, não sentiu nada, e fechou o laptop. A conversa nos comentários é a melhor parte.
📡 Usando a internet como em 1999
O algoritmo não é um bug do sistema: ele é o sistema. O artigo é um manifesto prático pra quem quer retomar o controle da própria atenção: RSS em vez de feed, IRC em vez de Discord, busca intencional em vez de scroll infinito, POSSE em vez de plataforma como proprietária do seu conteúdo. Não é nostalgia. É soberania.
🧩 TLM: o cargo que ninguém explica direito
Tech Lead Manager não é EM com código extra nem IC com reuniões a mais, é um papel próprio, com configurações próprias. Christoph Nakazawa, ex-Meta e criador do Jest, explica como sobreviver e prosperar na função: gestão de pessoas vem antes do teclado, delegação é escala, e comprometer-se com código no caminho crítico é a forma mais rápida de estressar o time.
📐 3 restrições antes de construir qualquer coisa
Jordan Lord não começa nenhum projeto sem passar por três filtros: cabe em uma página? Tem tecnologia central separável do produto? Tem uma restrição definitiva que dá identidade ao que está sendo construído? Se falhar em qualquer um, ele não constrói. A lógica por trás é a seguinte: restrição não limita criatividade, ela colapsa o espaço de busca e força você a resolver o que realmente importa.
Eventos
A Codecon Universe aconteceu e foi super divertido, se quiser ver um resumo de como foram as interações, fizemos um post pro Instagram:
Youtube
Entramos no clima da copa e lançamos o desafio:
🔗 PROGRAMANDO UM BOLÃO DA COPA: Junior vs. Pleno vs. Sênior
Select Experience
A Select é uma experiência pra profissionais experientes em tecnologia. Sem palco e sem plateia: apenas trocas genuínas, mentorias e conversas que fazem a carreira avançar. O site com a programação está publicado, vem conferir:
🌐 Select Experience






