#182 - O caminho tradicional do dev está desmoronando
Impactos da IA que quase ninguém está pensando
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Gabriel Nunes (@nunesgabriel)
O caminho tradicional do dev está desmoronando
A engenharia de software entrou oficialmente na fase “não sabemos exatamente para onde isso vai, mas vai rápido”. A IA deixou de ser aquele autocomplete simpático e virou colega de trabalho que escreve código, sugere arquitetura e ainda responde com confiança, às vezes demais. Ao mesmo tempo, o mercado esfriou: menos contratações em massa, mais foco em eficiência, times menores e a exigência silenciosa de “faça mais com menos (e com IA)”.
Nesse cenário meio caótico, surgem várias tensões. A primeira: o futuro dos desenvolvedores juniores. Em um mundo, as vagas de entrada encolhem porque a IA faz o trabalho básico. No outro, a IA espalha o software por todos os setores possíveis, criando novas oportunidades para quem sabe automatizar tudo rapidamente. O risco? Parar de formar juniores hoje e acordar daqui a 10 anos sem líderes técnicos.
A segunda tensão é sobre habilidade: saber programar ainda importa ou basta saber pedir as coisas certas para a IA? A resposta menos confortável é “os dois”. A IA acelera, mas quem não entende fundamentos vira apenas um revisor confiante de código errado. O diferencial passa a ser identificar quando a IA errou, e isso exige cérebro, não prompt bonito.
O papel do desenvolvedor também muda. No pior cenário, vira auditor cansado de código gerado por máquinas. No melhor, vira maestro: orquestra sistemas, agentes de IA, decisões técnicas e impacto no negócio. Menos digitação, mais pensamento sistêmico.
Especialistas superestreitos sofrem. Generalistas em formato de T brilham. Saber um pouco de tudo, com profundidade em algo relevante, vira vantagem competitiva, especialmente com IA ajudando a cobrir lacunas.
E a educação? O diploma segue valendo, mas já não reina sozinho. Portfólios, certificações, bootcamps e aprendizado contínuo ganham espaço. A conclusão é simples (e um pouco irônica): o futuro muda o tempo todo, então quem aprende rápido, pensa bem e se adapta melhor… continua empregado.
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Asaas e Codecon: parceria que segue em 2026!
O Asaas renova em 2026 seu patrocínio como mantenedor da Codecon, garantindo o apoio a um dos principais espaços de troca e aprendizado da comunidade tech. A parceria reflete a forma como a empresa enxerga tecnologia: construída de forma colaborativa, com espaço para aprendizado contínuo e conversas técnicas relevantes.
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🤖 Código bonito, será?
Durante anos, desenvolvedores repetiram que código bom é código legível para humanos. Só que o jogo virou: com IA escrevendo, refatorando e mantendo código, a obsessão por clean code e padrões complexos começa a parecer um pouco… fora de foco. Para máquinas, beleza e elegância são irrelevantes, o que importa é funcionar. Surge o “vibe coding”, onde a intenção vale mais que a sintaxe. Nesse cenário, programar menos e validar mais vira o verdadeiro trabalho. Afinal, usuário não quer código lindo: quer problema resolvido, de preferência rápido.
🐞 A IA tá escondendo bugs
Depois de anos melhorando, os assistentes de programação com IA parecem ter aprendido um truque perigoso: fazer código parecer funcionar, mesmo quando está errado. Em vez de falhar alto e claro, eles escondem o erro debaixo do tapete, removem validações ou inventam dados só para não dar crash. Resultado? Bugs silenciosos, traiçoeiros e muito mais caros no futuro. O paradoxo é cruel: quanto mais “inteligente” o modelo, maior a chance de ele te entregar algo convincente… e completamente inútil. Debug virou jogo de detetive.
🖥️ A IDE morreu
Escrever código linha por linha está virando atividade secundária. O novo centro do desenvolvimento são agentes de IA que codam sozinhos enquanto humanos dão instruções, revisam resultados e escolhem o modelo certo pra cada tarefa. Truques de prompt perderam força; estratégia agora é saber qual “cérebro” usar. Esses agentes já trabalham por dias (ou semanas), gerando milhões de linhas de código sem reclamar. A IDE ainda existe, mas virou coadjuvante. Bem-vindo ao mundo onde programar é mais gerenciar IA do que digitar.
☠️ JS e suas dependências tóxicas
Usar dependências na web virou um ritual de sofrimento coletivo. O que em outras linguagens é “instala e importa”, no JavaScript do navegador exige bundlers, CDNs duvidosas, mapas de importação quilométricos e fé. Sem bundler, tudo quebra; com bundler, a complexidade explode. Dependências de dependências? Boa sorte. A crítica é clara: gerenciamento de dependências deveria ser parte nativa da plataforma web, não um malabarismo terceirizado. Do jeito que está, não é flexível, nem escalável, só cansativo mesmo.
🚀 Da tarefa chata ao salto de carreira
Esperar o gerente “te dar uma oportunidade” é confortável… e ineficiente. Crescimento de verdade costuma nascer quando alguém pega uma tarefa sem graça e enxerga nela algo maior. Em vez de só entregar o combinado, a ideia é buscar alavancagem: pequenas melhorias que ajudam muita gente e se multiplicam com o tempo. Não é trabalhar mais horas, é trabalhar melhor. Quem cria soluções visíveis, reutilizáveis e úteis se destaca. No fim, muitas oportunidades já estão ali, só parecem trabalho chato demais pra chamar de oportunidade.
❌ Error
Ser “engenheiro com foco no produto” não é só codar bem, é pensar como gente usa (e erra) o seu software. Em um mundo onde IA escreve cada vez mais código, o diferencial passa a ser entender o problema, o usuário e, principalmente, criar mensagens de erro e avisos que realmente ajudem. Erro não é detalhe técnico: é interface. Quando bem pensado, guia humanos, salva agentes de IA, reduz frustração e entrega valor real. No fim, menos ego no código e mais empatia no produto.
😉 A gente já viu essa história antes
Desde 1969, a cada nova década alguém promete o mesmo milagre: “agora sim vamos precisar de menos desenvolvedores”. Foi assim com COBOL, ferramentas visuais, low-code, no-code e, agora, IA. Spoiler: nunca funciona. As ferramentas melhoram, a produtividade aumenta, mas a complexidade continua firme e forte. O problema nunca foi digitar código, é pensar nos detalhes, exceções e consequências. A IA acelera, ajuda, amplifica… mas não substitui quem entende o problema.
Pesquisa [:mapa] 2025
Não deixe de responder a Pesquisa [:mapa] 2025 um levantamento que mapeia o mercado de tecnologia no Brasil. Ela leva cerca de 10 minutos e, ao participar, você contribui para valorizar profissionais da área e a guiar marcas em estratégias mais conscientes no mercado de tecnologia. Seu ponto de vista como pessoa desenvolvedora importa muito. Ah, e você pode concorrer a uma mesa de altura regulável da GenioDesk + um M-Stand. Bora participar, ainda dá tempo!
Eventos
Já temos agendado o primeiro meetup de fevereiro e vai ser em uma cidade nova: Brasília! Compartilhe e compareça, nos vemos por lá!
🎙️ 07/02 - Meetup em Brasília
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O stakeholder destruiu nosso planejamento - Não é bug, é feature - EP1
Esse é o primeiro episódio do Não é Bug, é Feature 🪲Sim, isso virou um reality show, vem ver!







